A Revelação Triste
Pálidas almas! Maculadas!
Pintadas da sedosa transparência da ignorância...
Não!
Para trás!
Parem!
O triste e críptico balé
Começa de novo e de novo e de novo e de novo...
Dançando para acordes perdidos há tempos,
De uma dança de imaginário absurdo,
Pintando o presente com sangue derramado há muito,
Seco no mármore do templo,
Mas aquecido e vívido na mente,
Fervido por aqueles no comando,
Que falham ao ver que eles mesmos,
São os próprios sendo controlados...
Eles são os fantoches de fantasmas...
Acreditando que seu absurdo controle de absurdos,
É tão bem concebido como um campeão,
Que deveria de fato ser verdade,
Soberanos de um reino,
Que, através do meio termo,
Reinou como de dor,
E foi depois renascido,
Como o próprio tecido,
Do cérebro dos temerosos,
Então, as crianças de depois daqueles dias,
Não seriam mais as violentadas,
Elas seriam as corrompidas,
Por uma verdade que poderia tão bem ser mentira,
Como qualquer das outras que condenou,
Como qualquer das outras que queimou na estaca...
Nós fomos servis e obedientes,
À um rei de impaciência e fúria,
Que tão subitamente converteu-se, como o amor,
Das paixões dos então jovens...
Uma etérea e antiga piada,
Difícilmente consistente então,
Incrívelmente inacreditável agora,
E ainda tão ofensiva e cruel,
Que suga a vida de qualquer outra crença,
Que venha a ascender...
Não deixa escolha ou paz, fora das estipulações,
Sob regras escritas para homens... por homens...
E que diretamente machuca profundamente,
O próprio conceito de liberdade,
Que os humanos tão felizmente aproveitariam,
Caso algum dia percebessem assim...
Pedro Cescon
=P é meio revoltado, mas eu escrevi mesmo num dia que tava de saco cheio da Igreja. Aí as palavras foram vindo pra mente e direto pro "papel".
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